Todo ser humano tem seu "mundo interno" composto por emoções, sentimentos, pensamentos e que variam de acordo com os hábitos de cada um. Somos criaturas tentando ser aceitas por outras criaturas, inclusive em nossas manifestações artisticas, uma vez que a arte é um caminho de construção e expressão de nossa espiritualidade. No fritar dos ovos o gosto é mesmo subjetivo e todos nós refletimos e temos aptidões artisticas, melhores desenvolvidas ou não.
Podemos perceber que o criador, na expressão de sua arte, faz um convite para um relacionamento numa apreciação amigável. Ao lermos o Salmo 19.1-4 entendemos mais a dimensão dessa relação - "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Um dia discursa ao outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até os confins do mundo".
A arte é uma expressão contínua como forma de tornar conhecido o coração, através da reação e da percepção do artista sobre a vida e a criação. Temos nela um caminho infindável e inesgotável de uma proposta relacional. Portanto, corremos o risco sim, de ser ou não ser aceitos com nossa arte. A arte musical dentro da igreja precisa ser melhor compreendida, pois a musica é um talento e não um dom espiritual e como talento, ela não é santa em si mesma. É evidente que os talentos natos vindos do Senhor afloram e a execelencia de quem quer adorar não permite a futilidade e o músico crente (nascido de novo verdadeiramente), que conhece Jesus e tem sua vida santificada ao Senhor, pode e deve fazer do seu talento um agente transformador. Se usarmos de superficialidade, os resultados o serão também. A performance não pode ofuscar o brilho do conteúdo e a ganância por posição, popularidade, fama e dinheiro são antagônicos ao caráter do Reino de Deus e não reflete o ministério daquele em quem nos espelhamos.
Uma consciência ministerial aflorada e encontrar seu lugar funcional na obra, são vitais para uma vida cristã sadia. A incompreensão do uso de um ministerio pode trazer orgulho ou desajuste na função de alguns. Muitas igrejas trabalham na formação musical com escolas voltadas para o ensino sobre os temas de louvor e adoração, mas, a dificuldade maior hoje não está em treinar musicalmente alunos, seminaristas ou conferencistas, capacitando-os e ensinando-lhes posturas de um ministro de louvor. O problema é quais são os modelos. Há varios adoradores no meio artistico que tem um compromisso verdadeiro com o Senhor e fazem de suas vidas a maior expressão daquilo que pregam, mas certamente muitos considerariam como referencia apenas aqueles que estão na mídia, com gravações de CD´s e DVD´s em grande estilo, fazendo shows etc., e com isso desejariam imitar seus gestos, jargões, seu tipo de música e até modelos de roupas. E imagine se tivéssemos que prepará-los de acordo com a modernidade do ministério, teríamos então que ensinar-lhes matérias como presença de palco, expressão corporal, vestuário artístico e um vocabulário de palavras de ordem, além de estimulá-los a moldar suas músicas ao que está "rolando" hoje. No ponto em que chegamos, faço a você uma pergunta que nos foi feita por um amigo/irmão muito querido e ungido - A igreja do Senhor está precisando disso ou é isso que a está afastando cada vez mais do genuíno papel da música evangélica? Como é o trabalho com a arte musical na sua congregação?
No Amor de Jesus.
Sôila Steter
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